Cervejada do C6

Estava indo pro meu trabalho quando vejo, de longe, o Diego indo pro dele. Ele sorri, faz um aceno e aponta pro céu, como se dissesse "Olha o céu! Que dia lindo pra nossa Cervejada!". Eu pensei "Que looser! Se o dia amanheceu quente e abafado, sem nenhuma nuvem, em Florianópolis, é bem provável que à noite chova." Pois bem, depois do trabalho eu voltei correndo para a UFSC para ajudar na preparação do evento e percebi que o tempo estava virando. Mesmo assim estávamos confiantes de que tudo daria certo [?].

Essa cervejada deu bastante trabalho e muita coisa não estava certa até horas antes de acontecer. Isso fez todos ficarem tensos. Pouco mais de um terço das fitinhas tinha sido vendida e pensamos que todo o trabalho estava arriscado. Fui pro Assim & Assado ajudar nas vendas e comecei a perceber que, além do tempo, as vendas também tinham virado. Aliás, mania de universitário deixar tudo pra cima da hora. Jizuiz!

Tinha aula de Estatística II e ela foi, de fato, engraçada. Primeiro eu sacaniei com os matadores de aula. O Portela (da ADM, mas que bom seria se fizesse Economia), a Gabi e mais alguns estavam fora da sala quando eu mando uma sms "Chamada!". Numa manda todos eles voltam correndo e o professor nem sinal de chamada tinha dado. Me juraram de morte. Depois o calouro virgem abre a porta e me sinaliza perguntando sobre sua camiseta e chinelo que guardamos no dia do trote. Eu apontei pra Bruna Rocha, pois as coisas estavam com ela. A Ana Carla, bem p@# no c*, diz pra ele entrar que não tinha problema nenhum. Ele entrou num passo e perguntou pra Camila se podia. Ela deu de ombros e ele foi direto falar com a Bruna, no meio da sala. O professor virou, viu aquela cena e logo berrou:

- Você! - apontando pra ele - Sai! Sai agora! Some! Rua! Vai, agora!

Claro, o calouro baixou a cabeça e saiu ao som de gargalhadas. Um calouro que tem o apelido de virgem e é expulso pelo professor na sala dos seus veteranos terá que comer muita farinha pra conquistar moral. Lamentável. Depois de um sermãozinho do professor a aula durou mais alguns minutos e fomos dispensados.

Corri pro pátio da reitoria, palco da Cervejada. O bar dessa vez ficou bem mais fácil pra servir. A galera foi chegando aos poucos e começamos a contagem regressiva. No começo o movimento foi fraco, mas em pouco mais de quinze minutos nós mal dávamos conta dos selvagens pedindo cerveja. E tem gente que acha que pode passar a perna na galera do bar... Hum, senhora caloura moita!

Como comentei no post anterior, o esquema 1-2-1-2 sempre rola. No começo eu me servia na minha caneca, mas depois que a correria aumento negócio era beber a cerveja que restava no bico mesmo. Abridor, pra que? Comecei a abrir as garrafas no dente mesmo!

Em dia de Cervejada todo mundo sabe o seu nome. As pessoas aprendem a te chamar pra ver se conseguem a cerveja de forma mais fácil. Não é bem assim... Mulheres primeiro! Por causa da demanda, o LF ficou só na função de pegar as cervejas na caixa térmica. Fui lá pedir uma garrafa e ele ficou demorando, e demorando... Berrei com ele e o que levei? Uma porrada de gelo na cara. Fui me vingar jogando gelo nele e em meio segundo o bar todo estava numa guerra de gelo! Bom, pelo menos isso fez com que a galera afoita por cerveja desse uma acalmada.

Depois de servir por quase três horas sem parar, parei pra descansar um pouquinho. Nisso pude dar uma olhada no público e ter noção de como estava a festa. Subi numa pilha de caixas e vi a multidão que cercava o bar. Eu nunca vi tanta gente junta na UFSC! Pelo que me falaram foi a maior cervejada que já aconteceu, mas eu não se isso é entusiasmo ou verdade.

Depois que viu a gente lá em cima, nas caixas de cerveja, a Luiza (estudante de Economia) se sentiu a Beyoncé da Cervejada e foi lá também. Ela não tem o glamour nem a grana, e desceu de ombro, literalmente. O ombro ficou fora do lugar por alguns minutos, até alguém do CACiC colocá-lo no lugar num golpe do Mestre Miagui. Ainda bem que ela estava... hum... não-sóbria, porque isso dói pra carvalho.

O tempo fechou, mas não choveu. Na verdade o tempo fechou mesmo foi no bar. Como sempre há aquele bêbado que se passa, aquele cara que se acha da organização só porque ganhou uma camiseta no dia pra ajudar a servir cerveja... Olha, sei que tem gente espumando só de pensar na cena. E com razão.

O som tava ótimo! Deu até pra dançar em cima das caixas térmicas bebendo maraca e pisar em falso, caindo no chão. Também deu pra ver o Kretzer mais doido que o Batman se sentindo O barman. O melhor de tudo mesmo era que não tinha fila no banheiro. Coisa de Deus!

No final, por causa da nova Resolução de Festas da UFSC, tivemos que encerrar a festa às 2 horas. A galera reclamou um pouco (normal, estavam todos embriagados) mas a cervejada foi um sucesso. Esgotado, fui pra casa.


Em tempo: Bêbado faz coisas impressionantes, não é? Eu cheguei em casa e ainda fiz uma pipoca de microondas, vi um pedaço de seriado, comi duas fatias grossas de mortadela, abri mais uma cerveja, fumeir dois cigarros, escovei os dentes e fui dormir e nem me lembro de ter feito nada disso. O ser humano é incrível!

Um comentário:

  1. e nem me lembro de ter feito nada disso UHAIHAUIHUIAHUIAHIUAHUIHA

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