Noites no Pida

Assim começam as primeiras noites letivas da UFSC: responde a chamada, corre pro Pida, enche a cara. Isso funciona para a maioria dos cursos, para todos os turnos e todas as fases. O Pida, apesar de ameaçado pela concorrência e pelo alto preço da cerveja, ainda é o ponto de encontro e reencontro dos estudantes da UFSC no início de cada semestre. Contudo em decadência.

Segunda os calouros e veteranos foram até lá e começaram as apresentações. Foi legal ser chamado de veterano (mesmo sentindo que sou bastante calouro ainda). Vendo os novos alunos eu percebi o quanto as pessoas podem ser doidas e estranhas. E não adianta, a primeira impressão é a que fica. Há o calouro folgado, a caloura que passa o rodo geral, o que é tímido, o tagarela, o amigão de todo mundo, a falsa, a gata, o rico... Até um novo calouro estrelinha surgiu!

No Pida podemos esperar de tudo. Há o cara conhecido como Santos Dumont, com seus ternos (e bigode) herdados do pai; o mendigo "Tinete"e sua garrafa de 3 pipas; o sueco bêbado dormindo no parquinho... Enfim, nada demais (além de uma revelação, onde um certo rapaz disse que seria muito feliz se seu órgão genital masculino fosse longo o suficiente para executar uma autofecundação). Além disso, surgiu uma pergunta capciosa: Quem se f#d& é ativo ou passivo?

Fora o Pida, a UFSC começa a ganhar vida. Na lista do CEB (grupo de email onde pessoas falam, falam, falam e não dizem absolutamente nada), citaram um tal de circo do RU. Trata-se de uma lona montada em frente ao RU para servir, provisoriamente, de terceira ala (sendo que a própria está com a construção atrasada). Bom, na lista comentaram que a lona só reforçaria a ideia de que somos (os estudantes da UFSC) palhaços. Se isso é verdade não sei, mas posso dizer que se somos de fato palhaços, o picadeiro é a própria lista do CEB.

No C6 não se fala em outra coisa: a Recepção Integrada. Soubemos que o LF (estudante de Economia) é tão bom em organizar Happy Hours quanto dançar o Rebolation (ah, ele deve dançar bem o Rebolation), e acabou não conseguindo garantir a entrega da grade do bar. Se o Roberto Justus fosse o coordenador geral da Recepção Integrada, a conversa seria mais ou menos assim:


- LF, cadê a grade?!
- A-assim ó.. O caminhão que trazia a g-grade quebrou e-e vai atrasar um p-pouquinho...
- E onde ela está agora, LF?
- E-ela está no caminhão, que está n-na oficina...
- Quando ela estará aqui?
- O argentino da o-oficina disse que estaria aqui a-amanhã até meio dia...
- Você ao menos deduziu que um imprevisto desses poderia acontecer?
- N-não...
- LF, você está demitido!


Claro que um futuro economista não tem muita noção de dedução de imprevistos, mas até que ele manda bem. [?]


Ontem a minha turma, que detém o poder do trote sujo, foi conhecer os calouros e dar algumas tarefas. Pelo que parece esta tradição milenar tem sua chama acesa na Administração. Nosso trote é tranquilo e procura focar na integração, porém não deixa de ter as brincadeiras de sempre. Alguns alunos tentam barrar, falam com coordenador de curso mesmo nem sendo do curso), só o que podemos fazer se os próprios calouros pedem trote?

Se eles pedem, terão.

4 comentários:

  1. A pergunta capciosa foi forte!! xD
    mas faltou falar da avenura do mosquito e o wilson na cabeça do Diego! (Heto)

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  2. Verdade! Isso foi engraçado demais!

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  3. Ah, a palavra "pedem" em azul é um link, tá? Hahaha!

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  4. Eu sou a caloura tagarela ou a gata? hahaha! Ou a chata? =[
    Tu escreve bem mesmo...gostei!
    Até hoje então?
    Beeijos

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