C6 a Bordo

- Nossa velho, que porra é essa?
- A mulherada tá doida!
- Sim! Elas tão alucinadas!

Esse foi o papo entre eu e o Heitor assim que entramos na Life Club, e mostrou que nem tínhamos noção do que estava por vir. Uma menina veio perto do bar, caminhando normalmente, até que...
(essa cena não pode ser explicada sem um gráfico)



- Vai lá, Heitor, pode enterrar porque ela morreu.

Digamos que ela ficaria assim, beijando romanticamente o chão, se o Heitor não fosse juntá-la.


Nesse clima de azaração [Malhação mode off] aconteceu ontem o C6 a Bordo, a primeira festa do C6 fora da UFSC. Em sua primeira edição ela já provou que tem tudo pra dar certo (desde que haja ambulâncias na porta). Mas o que essa festa tem de tão especial para deixar as pessoas desse jeito? Ok, eu explico.

No clima de cruzeiro universitário, o C6 a Bordo tem como lema "Mulheres e tequila primeiro", onde elas entram uma hora e meia antes na balada e tem open bar de tequila, enquanto lá fora os homens fazem o "esquenta no cais", para tentar chegar perto do nível das moçoilas. Impossível. Aliás, esse lema foi motivo para muita discussão dentro do C6 pelas acusações de Machistomofobia, tema tratado no post anterior.

No cais, a tensão tomou conta quando as primeiras três mulheres chegaram. O que era aquilo? Como diria a Cleycianne, "Satanás às vezes nos tenta e manda as bestas do Apocalipse em carne e osso. Mas Deus é MAS e as bestas é MENAS! Nessa hora eu repreendo e, dependendo da besta oca, jejuo. Tá amarrado 3x!!!"

Voltando à festa... O que mulheres bêbadas podem fazer, sozinhas, uma hora e meia na balada? Não tive como saber pelos meus próprios olhos (claro), mas o pessoal da organização contou várias coisas que podem ser resumidas em três desenhos:


Graças a Deus elas não ficariam sozinhas o tempo todo, pois lá fora estava frio, chuvoso e fedendo com tanto homem junto. Entramos quando já havia amigas nossas ligando apavoradas pois haviam perdido bolsa, chave, celular, amiga, virgindade, óculos, essas coisas. Quando chegamos, algumas dançavam funk freneticamente no palco, outras estavam estiradas no chão, ou de cabeça baixa, ou de cabeça pra baixo, ou choravam, ou agarravam, ou se agarravam, mas uma boa parte não sabia nem onde estava. Sinceramente, para mim isso só tem uma explicação:

DORGAS MANO!

ARIRAIRIAIRAIRAIRIARIAIRAIR


Logo algumas histórias começaram a surgir, óbvio. Umas amigas nossas dançavam até o chão e deixaram os recém-chegados encabulados demais. Tudo o que elas sabiam fazer era gargalhar, dançar e gritar. Como diria nosso amigo Ferreira (Administração), estavam mais doidas que "o Mário Kart rodando na banana". Foi quando percebi que elas estavam em uma espécie de competição.

- Eu bebi ooooooooonzi tequilaaaaaas!!! Uhuuuuu!!
- Éo bebi sétchi doseeeees!
- Eooo bebi guinziiiii!!!!!
- Eu não bebi nada (Tirza, você é sem graça demais ).

Dando uma volta pela festa, era fácil perceber que o público era formado por mais de 60% de mulheres, e dessas 1% estava sã, e dessas 12,96% estavam solteiras, e dessas 23,09% eram esnobes. Ou seja, era só chegar! Muita gente se deu bem, alguns ficaram só admirando, mas acredito que teve gente sorrindo à toa hoje por ter visto outras pessoas pegando outras pessoas.

Depois das cavocadas nos túmulos dos morros cariocas, a música mudou. Começou a tocar eletrônica e... Tão ouvindo?

AH!
Que foi?
AAHH!!
O que?
AAAHHH!!!
Fala! O que?
UHUUUU LADY GAGA!!!!



Depois de bêbados, os malucos do camarote perto do DJ já estavam altíssimos e começaram a fazer isso em todas as músicas da Lady Gaga, e depois em qualquer uma, até mesmo quando já havia começado o pagode. Falando em pagode e sertanejo, tivemos surpresa com a descoberta de dançarinos natos. Já outros dançavam tão mal que eu não sabia se era por inabilidade dele ou alcoolismo dela.

O jogo começou a inverter mais pro final da festa. As mulheres foram se recuperando (ou não) e os homens foram ficando alterados. Descobri isso quando o Thiago (Relações Internacionais) apontou para um vaso de planta e gritou "Olha Michereff, a fauna!". Fauna??? O Heitor, no banheiro, esfregava a mão porca dele na cara dos outros. Mas o auge nem foi isso.

Na pista, depois do pagode, Diego, Edu, Gui (Ciências Contábeis - aliás, que veio especialmente de Brasília para a festa) e eu interpretamos várias danças sagradas, como a do Pescador, a do Agricultor e, a melhor, Dança do Badalo. Nosso garbo e elegância só perdia para as coreografias de axé dos anos noventa.

No fim de tudo, mesmo com chuva, frio e uma festa tradicional da UFSC no mesmo dia, o barco não afundou, mas acho que causou muito enjoo, pois podia-se observar vômitos graciosamente estampados em vários lugares da Life, com seus traços de arte contemporânea. Uma graça.

Mesmo assim, garanto que muitos (muitos mesmo) que perderam se arrependeram. Mas logo o barco volta (com cargas de Engov, por favor).

5 comentários:

  1. hahahahaha
    Muito booooa Miche!
    Eu era uma das que estavam ligando pq tinha perdido (literalemente) uma amiga pra tequilla! Cara...acho que fiquei das 23:10 até umas 2 da madruga cuidando dessa bêbada! Depois deixei ela morta no banheiro! haha
    A festa tava boa...e meninos, antes de vocês entrarem (e eu nem vi a hora que vcs entraram) os seguranças e os meninos do bar devem ter se divertido muito vendo a mulherada dançando funk até o chão (algumas iam até o chão e não voltavam mais). Enfim, pelo que eu pude aproveitar da festa, estava muiiiiito boa! Mas é pq, como dizem, os amigos que fazem a festa! E eu tenho os melhores amigos do mundo! (puxa saquismo de caloura [???]). Agradecimentos especiais ao Diego, ao Djeison (adm) e ao Flores (RI) que me ajudaram com a bêbada. =D
    Beeijos

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  2. "Fiquei curiosa em saber quais são as 03 bestas do apocalipse. Aliás, vc só falou das obras primas, mas, não colocou os créditos"

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  3. Oi Soraia!

    Então, as três bestas do Apocalipse eram desconhecidas da nossa galera (graças a Deus!), por isso fico devendo essa. Já em relação às obras primas, ficava impossível saber sobre as artistas. Quando elas estavam no meio do processo, preferia não olhar muito pra não tirar sua concentração; quando já estava no chão não havia nenhuma identificação. Bom, algumas artistas eu conheço, mas prefiro mantê-las no anonimato. A fama deve ser um mundo muito cruel... =P

    Beijos, e continue acessando!

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Realmente Karen, pelo que eu vi lá Às 23h, quando eu e o Heitor demos uma passada rápida pela festa, o clima tava legal...



    Somente um comentário quanto à campanha da logo... eu já fiz essa logo, com a ajuda da Camila, beeem bêbado, e ficou muito boa, mas o Michereff conseguiu perdê-la =(

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